PORSCHE 550 SPYDER-
Uma história de sucesso em Portugal

Portugueses em Merano

Para completar o capítulo relativo ao XXXVII Porsche 356 International Meeting 2012, aqui deixo algumas imagens relativas à muito bem sucedida presença da representação portuguesa em Merano. 

João de Castro / Júlia Rocha conquistaram um brilhante 3º lugar absoluto na prova de regularidade disputada no Safety Park, entre uma centena de concorrentes.








Apesar da chapa da matrícula "estrangeirada" o carrito em primeiro plano é tão português como os demais. Questões de ordem "técnica", já se sabe.

João de Castro, presidente da Assembleia Geral do Porsche Clube 356 Portugal entrega a Roberto Bertaccini, Presidente do Regitro 356 Itália, o troféu oferecido pelo clube português.

Ainda o Meeting de Merano

Mais imagens do Porsche 356 International Meeting recentemente realizado em Itália.






XXXVII Porsche 356 International Meeting

Junte-se um local de sonho (Tirol do Sul, Itália), uns dias de sol fantásticos, uma organização exemplar e, claro, duas centenas de Porsche 356 e o resultado só pode ser um: uma enorme série de momentos mágicos e inesquecíveis.
As imagens falam por si.



  Os gloriosos "guerreiros" lusitanos durante uma breve pausa a caminho da alta montanha.



Nos Alpes

O "carrito do costume" em plena aceleração num dos lugares mais bonitos do mundo, o Tirol do Sul, em plenos Alpes italianos. Uma vez mais, centenas de quilómetros devorados sem um único "soluço".
Em breve haverá mais imagens. Estejam atentos.


A Caminho

Sábado, 12 de Maio. Meio da manhã.
O primeiro grupo de Porsches 356 está já carregado em cima do camião que os levará até ao aeroporto de Malpensa, Itália. Amanhã, domingo, será carregado o segundo grupo.
As equipagens respectivas farão a viagem de avião, infelizmente*, e terão a responsabilidade de recolher os carros em Milão (Malpensa) para depois os levar até Merano (cerca de 300 km), com uma breve passagem por Brescia, onde estará tudo a postos para a partida da edição 2012 das Mille Miglia.
Trata-se da representação do Porsche Club 356 Portugal que vai participar no 37º Raduno Internazionale Porsche 356, um encontro mundial destes veículos históricos que terá lugar em Merano, nos Alpes Italianos, durante o fim de semana de 17 a 20 de Maio.
Do Porto participam os carros de Helder Valente, Josef Pulzl e José Rodrigues Carvalho, juntando-se-lhes a brigada de Lisboa formada por João de Castro, José Dias Silva, Armando Begonha, Hans Lemke e José Guedes.
Por este motivo, o blogue 356 vai entrar de férias durante uns dias.
Não desesperem. A gente volta.
* - Seria muito mais divertido ir a rolar, mas a maioria dos participantes não pode dispor de mais dias de  folga. Uma pena.





O Autógrafo do Vencedor

Em 1957 disputou-se em Luanda o Grande Prémio de Angola, cujo vencedor seria Joaquim Correia de Oliveira, ao volante de um Porsche 550 Spyder. Em segundo lugar terminou José Manuel Simões, em carro idêntico. Um terceiro 550 Spyder alinharia à partida tripulado por Ruy Marinho de Lemos, um conhecido aviador da TAP que nutria uma enorme paixão pelos automóveis de corrida.
Nesta curiosa fotografia, autografada e dedicada pelo vencedor do Grande Prémio,  podemos ver os dois primeiros classificados a caminho da meta, com Correia de Oliveira na frente.


500 Milhas ACP 2012

Em versão "crise", disputaram-se as 500 Milhas do ACP edição 2012. Apenas 49 participantes à partida e um novo formato no desenho da prova, poderão ser os factos mais marcantes  a registar na organização deste ano.
 No final dos cerca de 700 km que compunham esta grande maratona, a vitória absoluta ficaria entregue à equipa Pedro Jerónimo / Carlos Hipólito, em Porsche 911. Porém, na classe E o vencedor seria o Porsche 356 preto tripulado por Fernando e Eduardo Carpinteiro Albino, equipa mais que habituada a estas classificações no topo da tabela.
Pedro Jerónimo e Carlos Hipólito, a quem felicitamos por mais esta vitória, são sócios fundadores e membros efectivos do Porsche Clube 356 Portugal
Pela primeira vez, o "carrito do costume" não participou nas 500 Milhas. O facto de fazer parte da "brigada" que vai muito brevemente para Itália participar no XXXVII Raduno Internazionale Porsche 356 levou a tal decisão. Foi pena perder o estatuto de totalista, mas não se podiam correr riscos quando há um evento tão importante a tão poucos dias de distância.
Fotografias:
 - Jornal dos Clássicos Online e Gonçalo Macedo e Cunha.



A Taça

Aqui está o comprovativo da vitória de João de Castro na Classe III do Rallye da Feira do Ribatejo de 1955, cujo vencedor absoluto seria José Abreu Valente. Acresce que estes senhores se apresentaram nesta prova ao volante dos respectivos Porsche 356, com cilindradas diferentes.
Mais de meio século depois (57 anos) um outro João de Castro, filho do primeiro,  é distinguido por ocasião do 20º aniversário do Porsche Clube de Portugal, instituição de que é fundador e sócio nº3 (depois de Butzi Porsche e Pedro Garcia), tal como aconteceria anos depois no muito mais jovem Porsche Clube 356 Portugal, com a diferença que neste último lhe foi concedida a distinção de ser o sócio nº1.
Daqui se conclui que esta família tem uma "fixação" por Porsches, em geral, e 356 em particular, condição clínica para a qual não se conhece (nem se deseja) qualquer tratamento.



No Reid´s, parte II

Dado o enorme sucesso ocorrido com o processo de identificação anterior, convido os nossos Bond, Poirot, Holmes, etc, a identificarem mais estes. Não tenho dúvidas que a solução para este problema vai aparecer rapidamente.
Nota: Como se esperava, os nossos serviços de "espionagem" foram lestos a desvendar mais este mistério. A identificação destes carros está já no Registo 356.
His name is "Effe". Jay Effe"



No Reid´s

Descobertos recentemente na ilha da Madeira pelos nosso serviços de "espionagem" (MPC*), eis alguns Porsche 356 locais ainda não totalmente identificados. Já existe alguma informação sobre datas de registo  e versões,  falta saber o nome dos felizes proprietários.
Alguém pode ajudar?
* - MPC - Marco Pestana e Cia, a quem muito agradeço.
Já estão identificados. Esqueçam James Bond, Hercule Poirot, Sherlock Holmes e outros amadores. O nosso (sim, nosso) JF dá-lhes dez-a-zero.
Consultem o Registo 356 para saber mais.




"Racing" Super 90

Descoberto na última Motorclássico por Gonçalo Macedo e Cunha, eis mais um Porsche 356 português ainda não completamente identificado. Sabe-se que pertence a José Luís Esteves, que se trata de um Super 90 e que ... está muito bonito e cuidado.
Quaisquer outros detalhes sobre o carro, nomeadamente chassis e história recente, serão muito bem vindos.


Rumo a Olivença, parte III

Para encerrar o capítulo Olivença, aqui se deixam duas imagens relativas ao regresso a Portugal e à passagem da caravana Porsche 356 por Elvas e pela Herdade da Torre do Frade, em Monforte, onde Fernando Carpinteiro Albino tinha preparado uma calorosa (e saborosa...) recepção.
Como é habitual, os dezassete Porsche 356 que participaram neste evento regressaram aos respectivos pontos de partida, Porto e Lisboa, sem apresentarem quaisquer problemas técnicos de maior. Apenas um dos venerandos "pilotos" deu alguns preocupantes sinais de cansaço (seria do tinto?), tendo sido forçado a uma pausa não planeada para recuperar os reflexos.
Mas tudo acabou bem.

 Em Elvas, junto ao aqueduto
Na Torre do Frade, durante o almoço.

Rumo a Olivença, parte II

Tudo terá começado com uma cena de "ciúmes". A França não gostava que Portugal mantivesse uma antiga Aliança com Inglaterra e gostava ainda menos que isso permitisse aos ingleses a utilização dos portos marítimos portugueses. Vai daí convenceram os espanhóis a invadirem Portugal, tarefa que se revelou demasiado fácil.
Comandados por Manuel de Godoy, 30 mil espanhóis entraram pelo Alentejo dentro sem pedir licença, tendo sido confrontados com 3 mil portugueses comandados pelo Duque de Lafões, um velho Marechal com 82 anos de idade e que há muito tinha passado à reforma. Os espanhóis ganharam, desta vez, e Portugal teve de assinar o tratado de Badajoz, através do qual considerava integrada no território espanhol a vila de Olivença. 
Resolvida a questão pela via militar, Manuel de Godoy resolveu enviar à rainha Maria Luisa um raminho de laranjeira, sinal de código para o sucesso da empreitada. Só o pobre Rei Carlos IV não percebeu que a Rainha e o Godoy tinham um arranjo e que as laranjas traziam "água no bico".
  Foi para recordar este lamentável episódio que o Porsche Clube 356 Portugal resolveu montar uma expedição motorizada a Olivença, contando com uma "armada" de 14 Porsche 356 (seriam 17, no regresso) e um efectivo de 25 gloriosos "combatentes". 
A população da vila não resistiu à "invasão", bem pelo contrário. O primeiro Guardia Civil que apareceu logo se prontificou a arranjar um parque vigiado para os nosso "coches", permitindo assim que os "invasores" almoçassem tranquilamente e pudessem efectuar uma interessante visita ao riquíssimo património escultural e arquitectónico que os portugueses deixaram nesta terra. Para prevenir qualquer indigna referência aos factos ocorridos em 1801, o Clube 356 fez-se guiar por um professor de História vindo de Estremoz, o dr Carlos Luna, alentejano legítimo e profundo conhecedor da matéria.
À noite, os "guerreiros" repousaram no Rocamador, um mosteiro do século XVII agora convertido em hotel. O local seria bom para os monges de antanho, não tanto para viajantes do século XXI.

No dia do regresso, a caravana foi recebida em apoteose na cidade Elvas, tendo depois "marchado" em direcção à Herdade da Torre do Frade, perto de Monforte, onde a família Carpinteiro Albino tinha preparado um lauto banquete para que os expedicionários pudessem retemperar forças. E se recuperaram… 

No domingo, à saída do Rocamador.
As viandas produzidas no local e que chegam ao mercado com o nome genérico de "Carnalentejana" eram quase tão boas como o extraordinário tinto "Torre do Frade 2006", um vinho com estatuto para competir com o que de melhor se faz em Portugal.
O  Godoy poderá ter conquistado a Rainha, mas nem sabe o que perdeu por não ter ido um pouco mais longe.
Bem feito.

Rumo a Olivença, parte 1

Eram nada menos que 14 os Porsche 356 que se apresentaram para a viagem até Olivença e, contrariando o que habitualmente acontece com outras marcas, contavam-se já 17 quando tudo terminou na Herdade da Torre do Frade, já em Portugal. 
Tratou-se do Passeio de Primavera organizado pelo Porsche Clube 356 Portugal durante o fim de semana de 13 a 15 de Abril, um estrondoso sucesso de que as imagens falam bem melhor que qualquer texto.
Uma nota especial de reconhecimento para o nosso leitor Ramón de Mateos, residente em Espanha, que foi de propósito a Olivença para se encontrar com a caravana portuguesa, num gesto que muito nos sensibilizou.
A propósito, sigam este link Piel de Toro





O 356 "Laranja"

Se fosse hoje, Ernesto Neves poderia ser acusado (longe vá o agoiro…) de ser simpatizante incondicional do PSD ou algo parecido. Porém, no ano em que pintou o seu Porsche 356 SC desta cor, 1965, não existia em Portugal qualquer partido político digno desse nome e, em consequência, a motivação terá sido apenas de ordem estética. Como sempre acontece nestes casos, as opiniões dividiram-se perante o resultado final.
Procurando no catálogo Porsche, só no período entre 1959 e 1961 se encontra uma referência (5711) à cor "orange", mas a mesma parece substancialmente mais "fechada" do que aquela que foi utilizada. Em qualquer caso, esta opção não parece ter tido grande sucesso junto dos clientes da época e o próprio Ernesto Neves pouco tempo viria a manter este carro em seu poder nesta configuração, tendo trocado o Porsche "amarelo torrado" (como preferia chamar-lhe) por um novíssimo Lotus Elan.