Porsche 550 SPYDER - Uma outra história de sucesso

Mathey-Tissot Rallye Master

A marca suiça Mathey-Tissot (não confundir com a conhecida Tissot) produz relógios de precisão desde 1886, tendo sido escolhida para equipar as elites do Corpo Expedicionário Americano durante a I Guerra Mundial e a Armada Inglesa durante o conflito mundial que se seguiu. Durante os anos 50 e 60 produziu também cronómetros para provas automobilísticas. O exemplar que aqui se revela no tablier do Porsche 356 foi gentilmente oferecido ao autor do blogue por António Peixinho, figura lendária da história do automobilismo português a quem aqui se presta reconhecido tributo e público agradecimento.
O "carrito do costume" fica agora muito mais rico. Obrigado, António



Fernando Duarte Ferreira

Fernando Duarte Ferreira foi figura destacada no panorama automobilístico nacional das décadas de 50 e 60 tendo utilizado, entre outros, automóveis Porsche 356 e Mercedes 300 SL em provas de rali e velocidade. O HH-98-16 que aqui se mostra junto do seu orgulhoso proprietário será provavelmente um B Coupe T5 do início da década de 60.
Qualquer informação sobre o destino deste carro será muitíssimo bem vinda.

- O HH-98-16, entrou em Portugal em 06/06/1961, é um Karmann Hardtop S90, com o chassis 200177. Nos últimos 20 anos esteve em Leiria, onde circulou até Janeiro do corrente ano de 2014. Desconheço se por lá continua. Um B coupé nunca poderia ser, pois o vidro traseiro é completamente amplo e a porta não tem o aro do vidro. JF

O carro é um notchbak Super 90 signal red de 1961 que o meu querido primo Fernando comprou pouco antes de negociar o meu, também "marreco", mas apenas 1600 Super e cinzento metálico , ambos forrados a preto. Com o meu BA - 48 - 22 fiz muitas provas e anos depois vendi-o ao querido amigo Zé Lampreia, que nele também "acelerou".
Recordo, comovido, o encontro com o Fernando na viagem inaugural do meu carro para o Tramagal na recta entre Alpiarça e Almeirim, onde nos cruzamos, paramos, fizemos marcha atrás  e o meu querido primo atravessou a estrada e veio dar-me um abraço de parabéns e ver a nova máquina !
Os dois Porsches lado a lado na estrada eram uma beleza !
Saudades tenho muitas do Fernando do Zé e dos dois carros !
Que será feito destes?
Abraços  Carlos Duarte Ferreira

Montes Claros 1963

Em 1963 Américo Nunes estava ainda na fase ascendente da carreira que mais tarde o levaria a ser justamente considerado "o senhor dos Porsches". Com um relativamente pouco competitivo Porsche 356 B disputou o Circuito de Montes Claros desse ano, terminando a corrida em 5º lugar do agrupamento de Grande Turismo até 2,000 cc, com menos uma volta que o vencedor, Aquiles de Brito, que tripulava um Lotus Elite. Um outro Porsche 356, pilotado por Alexandrino Duarte, participou também na prova mas não foi além do 9º (e último) lugar na categoria.


Rias Bajas por Ana Catarina Silva

Uma visão muito especial do recente Rali das Rias Bajas protagonizada por Ana Catarina Silva.







Rias Bajas, parte II

- No final do jantar de homenagem Jorge Soromenho é fotografado na companhia de Helder Valente e José Guedes, que organizaram o evento em nome do Porsche Clube 356 Portugal. Os presentes alusivos à efeméride foram entregues ao homenageado por José Leite, representante da direcção do Clube 356 recentemente eleita.
 -Um "engarrafamento de Porsches 356  no Monte Lobeira, Vilagarcia.
- Uma imagem que fala por si própria e diz bem do ambiente que se viveu durante todo o fim de semana.
- No regresso da Galiza uma parte da "brigada" portuguesa fez uma pausa na Póvoa de Lanhoso para visitar a Villa Beatriz, uma construção do início do século XX com ligações familiares próximas ao autor do blogue.
- O Troféu Jorge Soromenho / Rias Bajas 1964 entregue a todas as equipas participantes

 As fotografias são de Cecília Begonha.


 





Clube 356 na Galiza

Tal como anunciado, decorreu de 10 a 12 de Outubro o Rali das Rias Bajas 2014, evento destinado a comemorar o 50º aniversário da vitória do português (e portuense) Jorge Soromenho na prova com o mesmo nome disputada em 1964. Um bem recheado conjunto de Porsches 356 provenientes de Portugal e Espanha percorreu alguns dos percursos que formavam este rali e no final os seus tripulantes participaram num bem animado jantar no Hotel Pazo O Rial, em Vila Nova de Arousa, tendo o mesmo contado com a presença do homenageado, Jorge Soromenho, e do seu "pendura" de então, António Matos Chaves.
Bom tempo, excelente gastronomia e um grupo de entusiastas de ambos os países que funcionou na perfeição. Era preciso mais?
Mais notícias (e fotos) em breve.





Salão Autoclássico 2014

O Porsche 356 B Cabrio de José Dias Silva que conquistou um brilhante terceiro lugar no concurso "Carro do Salão Autoclássico / Topos & Clássicos" que teve lugar durante o recente Autoclássico 2014 que se realizou de 3 a 5 de Outubro nos pavilhões da Exponor em Matosinhos. Este carro passou recentemente por um processo de recuperação e pintura nas oficinas The Good Old Times, no Porto, apresentando-se agora com todo o vigor para cumprir mais um par de décadas sem sobressaltos de maior.
O invulgar "condor yellow" (ref 6010) de agora transformou este Cabrio em algo verdadeiramente mais alegre e apelativo que o anterior "cinza metalizado", contribuindo em larga forma para o troféu agora conseguido. Poderá ser visto nas Rias Bajas, Galiza, durante o próximo fim de semana.



Rali Rias Bajas 1964 / 2014

Irá decorrer no próximo fim de semana a edição comemorativa do 50º aniversário da vitória de Jorge Soromenho no Rali das Rias Bajas de 1964 ao volante do seu Porsche 356 B Coupé. A organização pertence ao Porsche Clube 356 Portugal e estava agendada para o passado mês de Abril, mas teve de ser adiada para Outubro por motivos de ordem pessoal do homenageado. Além de Jorge Soromenho estará presente o seu navegador da época, António Matos Chaves, companheiro indispensável na maioria das provas que aquele disputou.
Além dos participantes portugueses espera-se uma presença significativa de entusiastas da Galiza que assim querem assinalar a efeméride que corresponde também à primeira vitória Porsche na região. 
A prova tem o apoio do Rallye Clube de Invierno e das caves vinícolas Terras de Lantaño.



Crónica de Stuttgart

Na condição de ex-presidente do Porsche Clube 356 Portugal e respondendo a um simpático convite da Coordenação de Clubes Porsche desloquei-me a Stuttgart para uma visita de carácter privado a esse "solo sagrado" onde desde há mais de 60 anos se produzem alguns dos melhores exemplares da história universal da indústria automóvel. Entre eles o Porsche 356, como não podia deixar de ser. Uma vez que a família não estava disponível para esta viagem levei comigo um pequeno grupo de amigos: José Dias Silva, Mário João Melo e Pedro Varandas, todos felizes proprietários de Porsche 356 (e outros).
Benjamim Marjanac, em representação da Coordenação de Clubes Porsche, levou-nos a conhecer o interior das oficinas onde se assistem os carros que integram ou virão a integrar a colecção do Museu Porsche. Estre estes pudemos ver um Porsche 901 (#057) recentemente adquirido pelo Museu em estado verdadeiramente  deplorável e um  Porsche 356 Cabrio de volante à direita, cujas imagens se juntam. Seguiu-se a visita ao Museu, ainda com Benjamim Marjanac como guia, função que desempenhou no início da sua carreira. Aqui foi possível ver, entre outras "novidades", o Porsche 918 Spyder que serviu de veículo de testes e desenvolvimento deste modelo, um verdadeiro prodígio de electrónica e sofisticação tecnológica.
Após o almoço oferecido pela Porsche partimos em visita privada à fábrica de Zuffenhausen guiados por um jovem funcionário da casa (Frederick) que está em vias de concluir a sua formação em engenharia electrotécnica para mais tarde integrar os quadros da Porsche. Foram duas horas de puro deleite a observar a montagem de várias versões dos modelos mais recentes da linha 911 num ambiente onde se respira profissionalismo e organização ao mais alto nível. Por exemplo, sabiam que cada funcionário tem exactamente 3 minutos e 44 segundos para montar o tablier de um destes carros? Nem mais nem menos. O tempo começa a contar num quadro electrónico quando o material chega ao posto do empregado que, na maior tranquilidade, procede à instalação dos componentes. Enquanto lá estivemos os 3´44´´ chegaram e sobraram para cumprir essa missão. Outro facto curioso é a pausa de 5 minutos que sempre acontece ao minuto 55 de cada hora. Os funcionários aproveitam como entenderem este pequeno período: vão ao WC, fumam um cigarro (no exterior) ou tomam um café. Depois voltam ao trabalho e quase em silêncio absoluto continuam as suas tarefas. Um "espectáculo" digno de ser visto e uma verdadeira lição de rigor e eficiência. Infelizmente não pudemos fazer fotografias no interior da fábrica nem elas fariam muito sentido num blogue sobre os Porsche 356, mas lá que apetecia... 
No final ainda houve tempo para mais uma boa notícia: a partir de agora poderei visitar os arquivos documentais do Museu Porsche quando assim o entender, privilégio que muito me honra. Os documentos aí guardados não foram (algum dia serão?) digitalizados pelo que a consulta terá de ser  feita "à moda antiga", o que torna qualquer pesquisa ainda mais aliciante. Veremos o que o futuro nos reserva nesta matéria.
Agradeço à Porsche e à Coordenação de Clubes esta experiência única que guardarei na minha memória para o resto dos meus dias. E obrigado também aos meus companheiros de viagem pela sua tão agradável (e divertida) companhia.
José Guedes






Os Bons Velhos Tempos

O artista plástico Marcos Oliveira produziu este interessante trabalho que envolve o "carrito do costume" e um dos três aviões SE-210 "Caravelle" que a TAP adquiriu em 1962, dando assim início ao processo de renovação da sua frota. 
O CS-TCA "Goa" foi o primeiro avião a jacto a ser utilizado pela companhia aérea nacional, destinando-se essencialmente a operações de médio curso. Os três aviões então adquiridos (Goa, Damão e Diu) continuaram ao serviço da TAP até 1975, altura em que foram vendidos a uma companhia do Equador. A frota de médio curso da TAP era então formada por aviões Boeing 727-100, aos quais mais tarde se juntariam quatro Boeing 727-200.
O IG-67-97 é um Porsche 356 B 90 Coupé importado da Alemanha em 2005. Produzido em 1963, foi originalmente vendido para os Estados Unidos, onde passou a maior parte da sua "vida" útil, tendo regressado ao país de origem já no século XXI para ser restaurado, após o que veio para Portugal. Não se prevê que venha a mudar de família nos próximos 50 anos.
O autor do blogue entrou para a TAP em 1971 tendo sido piloto de aviões Boeing 727-100/200 , Boeing 707, Lockheed L-1011 Tristar, Boeing 737-200/300, Airbus A319/320 e Airbus A340. Quando se retirou por limite de idade em 2006 era Comandante e Line Check Captain (LCC) da frota Airbus A340 da TAP.


Os Primeiros 356

Aqui se junta a lista dos primeiros Porsche 356 a serem produzidos e os nomes dos seus proprietários. Os chassis, motores, etc, eram fabricados em Gmund mas devido a insuficiente capacidade logística uma parte considerável era depois enviada para para diferentes companhias que produziam e instalavam  as carroçarias. A maioria dos Coupés foi produzida integralmente em Gmund, mas os "Cabrios" foram terminados por Beuttler, na Suiça, e por Tatra, em Vienna.
Dada a falta de registos da época suficientemente credíveis estas informações são ainda hoje contestadas por alguns sectores.
Bibliografia - "Porsche 356, Driving in its Purist Form", de Dirk-Michael Conradt



Rali Vinho do Porto 2014

As majestosas paisagens do vale do Douro serviram de cenário ao renascimento de uma prova com um nome mítico, o Rali Vinho do Porto, que agora surge em formato "regularidade FIVA". Estradas lindíssimas percorridas num sábado cheio de sol, ao contrário do que aconteceu na sexta feira, dia em que a chuva se fez sentir durante quase toda a tarde.
Três Porsche 356 estiveram presentes à partida na Alfândega do Porto. Dois portugueses, José Dias Silva e o autor do blogue, mais um espanhol, o nosso já bem conhecido José Pardo vindo directamente das Astúrias no seu SC Cabrio. Claro que todos chegaram ao fim sem problemas, com ambas as equipas portuguesas fortemente penalizadas pelo facto de se mostrarem mais  preocupadas em saborear a paisagem do que em cumprir o Road Book, de resto muito bem feito.
As fotografias falam por si.






II Gran Premio Sport Villa de Madrid

Jorge Passanha e o seu Porsche 356 até estavam bem classificados durante o circuito de Madrid de 1961 mas de repente as coisas viraram. Literalmente.
Proveniente de uma família da aristocracia portuguesa, Jorge Passanha foi figura de relevo no meio automobilístico nacional das décadas de 50 e 60, tendo dado um largo contributo para a divulgação da marca Porsche em Portugal, nomeadamente através dos Porsche 356 que possuiu e pilotou.
António Barros, em Mercedes, seria o melhor dos portugueses no II Prémio Sport de Madrid.


Mais Um Desafio Vencido

É sempre com alegria que aqui damos conta da recuperação de mais um Porsche 356 "português", ou seja, um daqueles que passou toda a sua "vida" em Portugal e que após um período mais ou menos longo de abandono volta agora a surgir em todo o seu esplendor. O carro em questão foi encontrado no estado lastimável que as imagens documentam mas acaba de aparecer em grande forma no circuito de Cascais pelas mãos do seu actual proprietário, José Guimarães. Falta apenas acertar alguns detalhes de ordem burocrática para que o AI - 78 - 34 fique pronto para enfrentar (pelo menos) mais meio século de viagens.